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Artigos

v. 16 n. 2 (2021): AGOSTO 2021

Avaliação quantitativa do potencial de reuso industrial a partir dos efluentes de quatro estações de tratamento de esgoto na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil

  • Marcelo Obraczka+
  • Andre Alcântara Faria
  • Luis Carlos Soares da Silva Jr
  • Alfredo Akira Ohnuma Jr
  • Kelly de Oliveira
  • Bruno Cabral Muricy
Enviado
maio 2, 2021
Publicado
2021-08-30

Resumo

Aliadas à saturação dos sistemas convencionais de abastecimento e à poluição das principais fontes de água, as recorrentes situações de estiagens e escassez vêm afetando a disponibilidade hídrica em muitas regiões do país, outrora abundantes em água, como o SE. O presente estudo insere-se no desenvolvimento do conhecimento necessário sobre fontes alternativas para atendimento das demandas básicas de água da sociedade. No presente caso, enfoca-se o reuso de águas servidas para suprimento de demandas industriais na região metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), uma vez que esse reaproveitamento pode contribuir com a redução da pressão sobre mananciais e sistemas de abastecimento já saturados, resguardando a água potável para usos mais nobres. O objetivo deste trabalho é avaliar, em termos de quantidade, o potencial de atendimento a demandas por água de reuso para fins industriais e não potáveis, a partir da oferta de efluente tratado de quatro Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs Alegria, Penha, Pavuna e Sarapuí) na RMRJ, cujas características, como localização e capacidade instalada de tratamento, as favorecem como potenciais fornecedores de águas regeneradas. Como potenciais consumidores, foram consideradas as indústrias do setor de transformação situadas no raio de 10 km a partir desses sistemas de tratamento (ETE’s). Constatou-se o grande potencial de reuso nos cenários estudados, comparando-se à capacidade instalada de sistemas de tratamento secundário e de produção de águas regeneradas disponíveis nas ETE’s elencadas em relação às demandas hídricas industriais de um total de 728 empresas de transformação, situadas nos respectivos raios de abrangência definidos a partir de cada ETE. Muitas dessas indústrias são passíveis de atendimento por mais de uma estação de tratamento e, além disso, a constatação da grande disponibilidade de oferta de água de reuso em potencial em relação à demanda indica ainda a viabilidade de atendimento do suprimento de água para outros setores e tipologias industriais. Os setores mais representativos do ponto de vista do número de empresas, para as quatro ETE’s, foram: 22-Borracha/Plástico (artefatos de borracha e embalagens de material plástico); 25-Produtos de metal (estruturas metálicas, usinagem); 28- Fabricação de máquinas e equipamentos. Sob a ótica da vazão, os mais representativos foram: 20-Produtos Químicos (especialmente, produtos petroquímicos/polímeros) para todas as ETEs e 30-Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores, somente para as ETEs Alegria e Penha. Apesar das quatro ETE’s elencadas apresentarem bom potencial para fornecimento de água de reuso, a ETE Penha mereceu maior destaque por apresentar a maior vazão requerida em função do número de empresas passíveis de atendimento no seu entorno, além de já dispor de um sistema de produção de água de reuso em operação desde 2007. Apesar de apresentar menor vazão disponível, além de maior distância em relação ao centro de massa das demandas referentes aos blocos de indústrias, a ETE Sarapuí pode ser também considerada como prioridade por ser a mais próxima do maior consumo em potencial de água de reuso identificado pelo estudo, i.g., as empresas do complexo da REDUC.

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